JOVEM INDIANA ASSASSINADA POR VIOLAÇÃO



600 pessoas reuniram-se para tocar "Imagine" em memória da jovem indiana estuprada e morta por seis homens em Nova Délhi

Estes dias, na Índia, na cidade de Nova Deli, uma mulher indiana, jovem, de 23 anos, estudante de medicina, violada morreu num hospital como resultado da violação e da violência envolvida.
Não é a primeira vez que tal acontece na Índia e em muitos outros lugares do mundo. Segundo a Euronews, na Índia, há uma violação em cada 20 minutos e 1 em cada 4 indianos assumiram que já agrediram sexualmente mulheres.
A polícia e o sistema de justiça, ao que parece, são inoperantes na actuação contra os crime de violação.
Segundo os órgãos de informação, na Índia há muita violência sobre as mulheres e é corrente a violação. Mas desta vez o ato foi tão bárbaro que mobilizou a opinião pública de modo especial e trouxe a população para a rua para manifestar a sua indignação, exigir que os responsáveis sejam julgados e sejam tomadas medidas que possam dissuadir tais comportamentos.
A Amnistia Internacional perante esta forma de violência coloca sempre a necessidade de se fazer justiça com julgamentos justos e rápidos.
Milhões de indianos têm participado num enorme debate do qual, provavelmente, sairão reforçadas as ideias que valorizam as mulheres.
Segundo os órgãos de informação, o governo indiano pressionado pelas manifestações, diz estar a preparar novas leis de modo a dissuadir estes atos e a justiça atuar para que não fiquem impunes os autores.
Mas as intenções do governo não garantem que a lei seja adequada e que responda convenientemente a este problema social. Esperemos que o povo indiano seja firme, atento e persistente de modo a garantir que as medidas legislativas sejam adequadas e correspondam às expectativas.
Decorrem enormes manifestações de indignação por toda a Índia.
Nas imagens que passam na televisão observa-se grande empenhamento e envolvimento de mulheres e homens nas manifestações para expressarem a sua indignação perante atos tão bárbaros. Os jovens, tanto homens como mulheres, participam nas manifestações mostrando que está em curso um processo evolutivo na Índia.
As manifestações de rua não só perspectivam medidas de resposta a este problema como aparecem reivindicações de mais segurança e mais direitos para as mulheres. As manifestações pedem que as novas leis combatam a impunidade.
Para acontecerem mudanças sociais é indispensável que se desenvolvam movimentos de opinião que as promovam.
Não bastam leis, é preciso que novos hábitos sociais sejam assimilados pelas pessoas. Um bom exemplo que mostra a insuficiência das leis foi descrito nas notícias da Euronews ao referir que na Índia há mais de 150 anos foram proibidos os casamentos infantis e no entanto 40% dos casamentos infantis de todo o mundo são feitos na Índia e que “70% das indianas menores já estão casadas”.
Normalmente quando acontecem estas situações de grande violência surgem sempre opiniões propondo respostas violentas e de vingança e não raras vezes a proposta da pena de morte para os previsíveis criminosos Sem entrar no debate sobre o tema da pena de morte, importa referir que o mais importante para as mulheres indianas será o debate em volta do tema de como se podem conseguir alterar hábitos ou tradições violentas.
O centro da questão não se encontra na vingança.
Se pretendemos acabar com esta violência teremos de nos centrar na reflexão sobre os aspectos fundamentais que promovam mudanças sociais.

A propósito deste acontecimento na Índia sugerimos a leitura do Relatório da Amnistia Internacional na parte relativa a este país.

CLICAR AQUI:
Porto, 8 de Janeiro 2013
Texto de Manuel Cunha, Membro do Grupo 6 


1 comentário:

Anónimo disse...

Obrigado pela grande informação! Eu não teria descoberto este o contrário!