Os EUA não podem comprometer as negociações do Tratado de Armas


O Tratado de Comércio de Armas e os critérios de direitos humanos correm o risco de ser enfraquecidos nas Nações Unidas. De 16 a 26 de julho, os governos irão discutir os critérios para o comércio de armas. O principal objetivo é proibir a transferência de armas para locais onde há um risco substancial de que estas sejam usadas para facilitar ou cometer graves violações do direito internacional, dos direitos humanos ou crimes de guerra.
A ineficácia das negociações, com a exclusão de fortes e vinculativos critérios de direitos humanos poderá significar o enfraquecimento da sua proteção e, consequentemente, a continuação do fornecimento de armas àqueles que cometem graves abusos de direitos humanos.



Enquanto membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os Estados Unidos têm obrigação de liderar as negociações para que estas sejam concluídas com sucesso. No entanto, pertencendo ao grupo dos seis principais países exportadores – Estados Unidos, China, França, Alemanha, Rússia e Reino Unido – irá alegar, que em circunstâncias excecionais, a estabilidade regional e os critérios de segurança nacional podem sobrepor-se às preocupações com direitos humanos.
Apele ao Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que este país não coloque em causa as negociações, cuja finalidade é o reforço da proteção dos direitos humanos. 




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