Obama poderá fechar Guantánamo no espaço de um ano




Caso assine um decreto que ainda está em fase de rascunho Obama poderá fechar Guantánamo no espaço de um ano


O Presidente norte-americano Barack Obama poderá fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba, no espaço de um ano se assinar um decreto que ainda está em fase de rascunho e do qual a Reuters obteve hoje uma cópia.

Obama prometeu durante a sua campanha eleitoral que iria fechar o campo prisional de Guantánamo, visto como uma “nódoa” no registo de atropelos aos direitos humanos nos Estados Unidos e como um símbolo dos abusos infligidos aos prisioneiros sob a Administração de George W. Bush.

“As unidades de detenção para os indivíduos presos em Guantánamo abrangidos por esta medida deverão ser fechadas o mais depressa possível, e nunca demorar mais de um ano desde a data da ordem”, indica o documento provisório.

De acordo com este documento, a Administração de Obama teria igualmente que proceder a uma série de revisões sobre o estatuto dos restantes prisioneiros.

O rascunho prevê ainda a transferência de prisioneiros para estabelecimentos prisionais nos Estados Unidos.

Quem estiver abrangido pela ordem e que ainda esteja em detenção quando a prisão for fechada “deverá ser repatriado, libertado, transferido para uma terceira prisão ou transferido para outro estabelecimento prisional dos Estados Unidos”, indica o mesmo documento.

Não é expectável que Obama assine já hoje o documento,
mas isso poderá acontecer já nos próximos dias.

A ordem indica ainda que é do interesse da política externa norte-americana o fecho da polémica prisão.

Julgamentos suspensos

Hoje cedo, o novo Presidente dos Estados Unidos tomou uma das suas primeiras medidas e pediu a suspensão dos processos judiciais por terrorismo na base naval norte-americana de Guantánamo, em Cuba, durante 120 dias.

Durante a tarde, a ordem presidencial cumpriu-se: um juiz suspendeu por 120 dias os julgamentos em Guantánamo dos cinco homens acusados de envolvimento nos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, a pedido do Presidente Barack Obama.

Entre os cinco acusados conta-se um alegado “cérebro” dos atentados, Khalid Sheikh Mohammed, que se opôs à suspensão do julgamento, argumentando querer confessar o seu papel nos ataques.

FONTE: Reuters, 21 JAN 2009 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357041)

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