A Missão (Cumprida) da Amnistia

"Konstantina Kuneva,

Ficámos particularmente sensibilizados quand a sua história nos foi contada pelas voluntárias da Amnistia Internacional. Achámos chocante e indecente, acima de tudo, o ataque do qual foi vítima. Ninguém tem o direito de condicionar dessa forma a vida de alguém.

Escrevemos-lhe, então para lhe mostrar a nossa indignação e para que sinta que não está sozinha. Estamos certos de que a sua história acabará bem e que a sua luta valerá a pena já que representa a luta de muitas mulheres de todo mundo.

Adoravamos poder ajudá-la de alguma forma, mas, por agora, esperamos que esta carta que lhe escrevemos lhe dê força para continuar com essa luta e que lhe dê ânimo, quanto mais não seja por saber que não está a sofrer em silêncio, a sua história está a chocar muita gente como nós.

Com os votos de melhoras rápidas e que tudo corra pelo melhor,"


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Konstantina Kuneva, uma imigrante búlgara e líder sindical, 45 anos, foi gravemente ferida na capital grega, Atenas, no dia 22 de Dezembro de 2008, depois de ter sido atacada com ácido sulfúrico por um homem desconhecido, enquanto voltava a casa depois do trabalho.


Aos alunos da Escola Secundária Filipa de Vilhena,



OBRIGADA!

10 DE DEZEMBRO - MARATONA DE CARTAS!


(clique para ampliar)

“Gostaria de dizer o quão tocado fiquei ao receber cartas escritas por crianças de 7 e 8 anos em nome da Amnistia Internacional. Acho uma excelente iniciativa levar as crianças a interessarem-se pelo destino de um estrangeiro que está preso por exercer a sua liberdade de expressão e de consciência e educá-los no caminho dos direitos humanos. Li estas cartas aos meus filhos”


Mohammed Abbou, advogado e activista de direitos humanos tunisino foi condenado a três anos e meio de prisão por ter publicado na Internet artigos que criticavam o governo. Foi libertado em Julho de 2007.

Pelo nono ano consecutivo a Amnistia Internacional organiza a Maratona das Cartas. As maratonas anteriores superaram as expectativas: no ano passado foram escritas mais de 150.000 cartas! Portugal contribuiu com mais de 2900 cartas em 2008. Mas queremos aumentar este número!

Não é preciso grande esforço para participar na maratona. Cada participante deve apenas escrever algumas cartas, pois o que importa é o número total de cartas. Afinal, todos juntos fazemos a diferença...

O que é a Maratona de Cartas?

Esta iniciativa nasceu na Secção Polaca da Amnistia Internacional há sete anos. O conceito é simples – durante 24 horas estaremos a escrever cartas usando casos das Acções Urgentes. Os resultados são surpreendentes e resultam na melhoria das condições das pessoas.




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O Grupo Local 6 vai estar amanhã, a partir das 10h30, na Escola Secundária Filipa de Vilhena, no Porto, a dinamizar a Maratona de Cartas em conjunto com o grupo de estudantes desta escola!


Aminetu, não estás só, a tua luta é a de todos nós!



Os participantes na vigília são apenas alguns dos muitos e muitos que, em todo o mundo, têm demonstrado a sua solidariedade dom Aminetu Haidar:


"Exprimi a minha profunda solidariedade e a minha simpatia para com Aminetu Haidar, o símbolo da luta do povo saharaui pela autodeterminação e a independência", convidando instantemente as autoridades marroquinas e espanholas a facilitar o mais urgente possível o regresso de Aminetu Haidar para junto da sua família e à sua pátria, o Sahara Ocidental"
José Ramos HortaPrémio Nobel da Paz e Presidente da República Democrática de Timor-Leste

Deixemos que Aminetu regresse a sua casa com o reconhecimento do seu valor, à luz do dia, porque são pessoas como ela que dão personalidade ao nosso tempo e sem Aminetu todos, seguramente, seriamos mais pobres.
José SaramagoPrémio Nobel da Literatura

"…o activismo deste rosto da resistência saharauí é pacífico e decorre num contexto em que o diferendo se procura resolver pela via do diálogo mediado por instâncias internacionais. Invocar um procedimento administrativo para expulsar o símbolo de um povo da sua própria terra é algo que não honra quem o pratica. Por isso apelo. A morte de Aminetu Haidar pode ser evitada desde que ela possa regressar a sua casa."
Miguel PortasDeputado no Parlamento Europeu

"amedronta-me a ideia de que esta mulher se esteja a imolar. Quero afirmar que ela não está só, que é uma heroína do nosso tempo, vítima de uma política errada e que ela é mais necessária viva que morta. para que a luta continue".
Pedro Almodôvarrealizador de cinema

"Se Aminatu Haidar acabasse por morrer por tudo aquilo que está a passar em Lanzarote, muitos fechariam os olhos juntamente com ela. Por isso parte-se-nos o coração só de o pensar. Se Haidar cerra os olhos, o Governo de Espanha — tanto este como todos os que o precederam — será, tal como Marrocos, o verdadeiro verdugo"
Javier e Carlos Bardemactores de cinema

«manifesta a sua solidariedade com a activista dos direitos humanos Saharaui Aminetu Haidar e pugna pelo cumprimento dos direitos humanos e das resoluções aprovadas pelas Nações Unidas»
Voto de Solidariedade aprovado na Assembleia da República no dia 27-11-2009

«The United States remains concerned about the health and well-being of Sahrawi activist Aminatou Haidar, recipient of the 2008 Robert F. Kennedy Human Rights Award and the Train Foundation's 2009 Civil Courage Prize. We urge a speedy determination of her legal status and full respect for due process and human rights.»
Declaração do Departamento de Estado dos EUA no dia 26-11-2009

«Vemos com preocupação as notícias de repressão e violação dos direitos humanos da população do Sahara Ocidental e concretamente aqueles que atingem os defensores dos DH como Aminetu Haidar. (…) A sua frágil saúde e a defesa dos seus direitos humanos fundamentais reuqerem uma atenção imediata.»
Rigoberta Menchú- Prémio Nobel da Paz


Prémios recebidos por Aminetu Haidar pela sua defesa dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental:

• Prémio à Coragem Civil outorgado pela John Train Foundation (2009) - EUA
• Premio Robert F. Kennedy de Direitos Humanos (2008) – EUA
• Prémio especial outorgado pela Cãmara de Castell de Felds, Espanha (Outubro de 2007)
• Prémio "Club das 25" concedido em Madrid, Espanha (Outubro de 2007)
• Prémio Silver Rose Award outorgado pelo Parlamento Europeu (SOLIDAR) (Outubro de 2007)
• Prémio Manos Solidarias Alcalde CAMILO SANCHEZ, Santa Lucia, Graã Canaria ( Maio de 2007 )

VIGÍLIA de SOLIDARIEDADE com AMINETU HAIDAR




AMINETU HAIDAR ESTÁ HÁ 18 DIAS EM GREVE DE FOME, pelo regresso ao Sahara Ocidental


Salvemos a vida desta mulher que apenas quer:

· Regressar à sua pátria;
·
Juntar-se à sua família e aos seus dois filhos
·
Que o seu povo possa decidir o destino num referendo de autodeterminação livre


Dado o grave estado de saúde de Aminetu Haidar, defensora dos Direitos Humanos saharaui, há 18 dias em greve de fome no aeroporto de Lanzarote, Canárias, pelo regresso à sua aterra natal, o Sahara Ocidental, de onde foi expulsa pelas autoridades marroquinas no passado dia 14 de Novembro;

A Amnistia Internacional - Portugal convoca todos defensores dos Direitos Humanos para uma VIGÍLIA de SOLIDARIEDADE com AMINETU HAIDAR, a realizar 5.ª Feira, dia 3 de Dezembro, entre as 18h30 e as 20h00, na Av. da Liberdade, frente ao Consulado na Espanha, junto ao monumento de Homenagem aos Mortos da 1.ª Guerra Mundial.

Através desta vigília, os participantes pretendem manifestar a sua solidariedade com a mulher saharaui e acompanhar Aminetu Haidar na defesa dos seus direitos e liberdades.

Com esta acção cívica, os participantes na vigília querem apelar ao Reino de Marrocos e a Espanha e ao Secretário-geral das Nações Unidas deixem a cidadã Aminetu Haidar regressar à sua terra e à sua família.

A morte de Aminatou Haidar pode ser evitada desde que ela possa regressar a sua casa e isso só Espanha, o Reino de Marrocos e as Nações Unidas estão em condições de resolver.

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Aminetu Haidar foi detida no aeroporto de El Aaiún, capital do Sahara Ocidental ocupado, quando regressava a casa no passado dia 13 de Novembro, vinda de Nova Iorque onde recebera o prémio "Coragem 2009", atribuído pela Fundação Train, dos Estados Unidos. Foi submetida a tortura psicológica num duro interrogatório de mais de 24 horas em que não pôde contar com a assistência de nenhum advogado.

Posteriormente, a polícia marroquina retirou-lhe o passaporte e, contra sua vontade, meteu-a num avião com destino ao aeroporto de Lanzarote, com o que contou com o consentimento prévio das autoridades do Ministério de Negócios Estrangeiros do Governo de Espanha. Ao chegar ao aeroporto de Lanzarote, Aminetu foi obrigada a sair do avião e a entrar em território espanhol, sem contar com a documentação necessária para o fazer.

Apesar dos esforços que intentou para conseguir uma passagem de regresso a El Aaiún, as autoridades espanholas impedem-na de regressar a sua casa. Argumento: não possuir passaporte para o fazer!

Aminetu Haidar começa então uma greve de fome por tempo indefinido até que lhe permitam regressar e voltar a reencontrar-se com os seus dois filhos, em El Aaiún, com plenas garantias de segurança para ela e sua família.

Os participantes na vigília querem igualmente denunciar a violação, por parte do Governo de Espanha, do direito fundamental da activista Aminetu Haidar à livre circulação, direito consagrado pela Constituição Espanhola, pelo Convénio para a Protecção dos Direitos Humanos e das Liberdades Fundamentais do Conselho da Europa e pela Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos, firmada por Espanha e Marrocos. Direito que foi brutalmente infringido, como referiu recentemente o prestigiado Consejo General de la Abogacía Española (CGAE).


Exiga Dignidade

Uganda estuda pena de morte para práticas homossexuais


Um deputado do parlamento de Uganda apresentou um projecto de lei que prevê a pena de morte para práticas homossexuais.

David Bahati defende também a pena capital para os que fizerem sexo com portadores de deficiência, menores de 18 anos ou quando o acusado é HIV positivo, revela a "BBC".

A verdade é que, de acordo com alguns analistas, este projecto de lei tem grandes hipóteses de avançar, uma vez que, vários líderes políticos assim como o presidente da República tem vindo a defender posições contra gays.

Os defensores dos homossexuais em Uganda calculam que num país com cerca de 31 milhões, existam cerca de 500 mil pessoas com essa orientação sexual.



Fonte: Jornal i, 20 de Outubro de 2009

Pena de Morte: o testemunho de um inocente

Dia Internacional contra a Pena de Morte


Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história. (...) Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio. A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadãos.


Victor Hugo (1876, a propósito da abolição da pena de morte em Portugal)





Tendo em conta que a Amnistia escolheu para o 10 de Outubro deste ano a temática das Execuções de Menores, e sabendo que tal já foi abolido nos EUA, optamos por mudar o nosso percurso. Assim sendo, a acção começará às 15h NO CENTRO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA (antiga CADEIA DA RELAÇÃO), e seguirá para a Cordoaria e para a Rua de Cedofeita. Apareçam!

Joaquin José Martinez: Condenação:1997, Absolvição: 2001



Joaquín José Martinez nasceu em 1971 na cidade de Guayaquil, no Equador. Viveu em Espanha a partir dos 5 anos, mas foi nos Estados Unidos que passou grande parte da sua juventude. Em 1989 estabelece-se na Florida com os seus pais, onde estudava e trabalhava, levando uma vida normal. Isto até 1996, ano em que foi detido.



O dia da detenção

No dia 26 de Janeiro de 1996, quando Martinez regressava de casa da sua ex-mulher depois de uma visita às suas duas filhas, foi abordado pela polícia, com um grande aparato de carros e helicópteros. Joaquín foi então preso sob a acusação da morte de um casal de jovens, assassinado três meses antes.

Segundo informações que Martinez pode confirmar posteriormente, nos documentos do seu processo, o rapaz assassinado – Douglas Lawson - era filho do Sheriff da cidade de Brandon (onde ocorreram os assassinatos) e vendia drogas e a rapariga – Sherrie McVoy-Ward - era sua noiva e trabalhava como bailarina de striptease num dos espaços comerciais mais famosos da cidade.



A condenação

As acusações contra ele foram fundamentadas através de:

* Uma gravação áudio cujo conteúdo era imperceptível, mas da qual foi feita uma transcrição pelas autoridades americanas. Esta transcrição foi obtida com a colaboração da sua ex-mulher e da polícia que escreveram a sua interpretação do que se dizia na fita;
* Testemunhos dos polícias envolvidos no caso;
* Depoimentos da sua ex-mulher, da sua noiva e de prisioneiros que afirmaram que ele teria confessado o crime.

No entanto, havia provas que não o apontavam como suspeito, como:

* as impressões digitais e o ADN encontrados, que não lhe pertenciam;
* não havia quaisquer indícios no seu carro ou roupas, que foram levadas da sua casa, que o incriminassem;
* não existia motivo aparente, nem prova de qualquer relação de Martinez com as vítimas, pelo menos nos anos que se seguiram à sua saída de uma empresa onde trabalhou com Douglas Lawson.

Apesar de tudo isto, Joaquín Martinez foi considerado culpado e condenado à morte pelo assassinato de uma das vítimas e a prisão perpétua pela morte da outra, sob as acusações de “assassinato premeditado” e “roubo em domicílio”. O julgamento teve lugar na Florida, em 1997.



A revisão da pena

O caso de Joaquín José Martinez foi largamente divulgado em Espanha, onde os seus pais conseguiram mobilizar centenas de pessoas, meios de comunicação social e diplomatas, que tiveram uma influência decisiva no desenrolar do seu processo. O Parlamento Europeu, o Senado italiano, o Rei de Espanha e o Papa João Paulo II apoiaram também os apelos, para que a sua pena fosse comutada.

A condenação à morte de Martinez foi revogada pelo Supremo Tribunal da Florida no ano 2000, que ordenou um segundo julgamento.

No segundo julgamento, a acusação não pediu a pena de morte, pois diversas testemunhas de acusação alteraram o seu depoimento e a fita áudio que alegadamente continha declarações que incriminavam Joaquín, não foi considerada admissível como prova, uma vez que o seu conteúdo era inaudível. Surgiram também provas de que a transcrição da gravação áudio tinha sido preparada pelo pai da vítima, em colaboração com uma sobrinha que trabalhava no departamento policial como estenógrafa, e que este tinha oferecido uma recompensa de $10,000.

Neste julgamento, concluído a 5 de Junho de 2001, o júri absolveu por unanimidade Joaquin José Martinez depois de ter concluido que as provas contra ele eram insuficientes.

Joaquin Martinez tornou-se assim, desde 1973, no 21º prisioneiro, no Estado da Florida, e o 96º detido, nos Estados Unidos da América, a ser exonerado depois de ter estado no corredor da morte.

Nos meses que se seguiram à sua libertação, Joaquin Martinez viajou pelas principais cidades espanholas, para conhecer e agradecer às pessoas que lutaram pela sua libertação.

No dia 20 de Junho de 2001, foi recebido pela Comunidade de Santo Egídio em Roma e participou numa iniciativa no Coliseu, cujas luzes acenderam em celebração da abolição da pena de morte no Chile e da comutação da sentença de morte de Martinez. Sempre que alguém é poupado da sentença de morte ou algum país se torna abolicionista, as luzes brancas do Coliseu dão lugar a luzes douradas, como símbolo da oposição internacional à pena de morte.

Nos últimos anos, Joaquin Martinez, tem dedicado a sua vida à luta contra à pena de morte e ao apoio a prisioneiros que enfrentam esta sentença.


Dia 14 de Outubro, Martinez virá ao Porto dar-nos o seu testemunho.

Apareçam! às 17h na Faculdade de Direito da UP

10 de OUTUBRO - Dia Internacional Contra a Pena de Morte



(clicar para ampliar)


Contra a Pena de Morte - Vamos marcar presença!

No próximo dia 10, o grupo local 6 vai estar em frente ao Consulado norte-americano no Porto. Passem por lá, informem-se e ajudem na luta.

No dia 14, a nossa cidade recebe Joaquín José Martinez, um ex-prisioneiro que passou mais de 4 anos no corredor da morte nos EUA, entre 1997 e 2001. A conferência iniciar-se-á às 17h na Faculdade de Direito da Universidade do Porto (Rua dos Bragas, Cedofeita).


Para mais informações, não hesitem contactar!